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terça-feira, 14 de junho de 2011

Google comemora nascimento de Fernando Pessoa

A Google colocou hoje, na homepage, um doodle com o poeta Fernando Pessoa a escrever com o logotipo da Google por trás.
Em primeiro plano, uma caneta, uma folha de papel, uma chávena de café e uma agenda. Atrás, o logo da Google.

Fernando Pessoa nasceu, em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888. Morreu, em Lisboa, no dia 30 de novembro de 1935. Faria hoje 123 anos. A Google não esqueceu. Aos seis anos acompanhou a mãe numa viagem à África do Sul. Foi lá que cresceu. E foi lá que recebeu uma educação clássica e publicou os primeiros poemas. Em inglês.

A Google fez hoje muito pela divulgação do nosso maior poeta do século XX.

A Google levou hoje a imagem e o nome de Fernando Pessoa a centenas de milhares de pessoas em todo o Mundo. Milhares de pessoas viram hoje pela primeira vez uma imagem de Fernando Pessoa.

O que faria Fernando Pessoa se vivesse hoje? Editaria um blogue? É bem provável que Fernando Pessoa, se fosse hoje um jovem, trabalhasse numa qualquer atividade ligada à Internet. Na edição de websites? Não seria de pôr de lado. Estaria, com certeza, ligado à escrita. Hoje, quando se fala em escrita, temos presente a Internet.

Quantas escolas secundárias lembraram hoje o nascimento de Pessoa?
 

domingo, 12 de junho de 2011

Escolas portuguesas frequentadas por alunos de 90 nacionalidades

Em concomitância com a chegada de populações de outras origens nacionais, na escola cresceu a presença dos alunos oriundos, sobretudo da Ucrânia e do Brasil: nos dados de 2008, disponibilizados pelo ministério da educação, regista-se um total de 90 diferentes países estrangeiros nas nacionalidades dos alunos que frequentavam as escolas do ensino básico e secundário do continente, com predomínio da nacionalidade brasileira (23.6%), cabo-verdiana (14.4%), angolana (11.4%), guineense (5.3%), ucraniana (5.2%) e a francesa (4.8%) (Gepe/ME, 2010) .


A diversidade de origens nacionais também se reflecte na multiplicidade de línguas maternas dos alunos – um inquérito aplicado pelo Departamento do Ensino Básico (ME) no ano lectivo de 2001/02 (DEB, 2003) detectou, só a este nível de ensino, cerca de 17535 alunos com línguas maternas diferentes do português, correspondendo à existência de 230 línguas diferentes de 140 minorias; cerca de 8000 alunos detinham como língua materna o crioulo, seguindo-se o romani (1338 alunos) e o francês (837 alunos). Verificou-se, ainda, que 70% dos alunos cuja primeira língua não é o português residem na região de Lisboa. 
Teresa Seabra

Um ensino superior orientado para a exportação

Portugal tem uma rede de instituições de ensino superior que, se for orientada para a captação de alunos estrangeiros, europeus, brasileiros e africanos, pode melhorar o potencial exportador do nosso país.

Dez por cento dos alunos das universidades públicas de Lisboa, Porto e Coimbra são estrangeiros. A grande maioria chegam até nós através do programa Erasmus. Há muito potencial de crescimento. Se seguirmos o exemplo das universidades norte-americanas de elite - Harvard, MIT, Princeton e Stanford - podemos chegar a 30% de alunos estrangeiros.



Há várias medidas que potenciam a captação de alunos estrangeiros: o ensino em Inglês é, provavelmente, a medida principal. Temos uma enorme vantagem competitiva face às universidades da Catalunha e do País Basco onde o ensino se faz respetivamente em Catalão e em Basco. Poucos estudantes europeus se sujeitam a estudar numa universidade que tem como língua de ensino o basco ou o Catalão.

Quanto maior for a massa crítica das universidades e institutos politécnicos mais capacidade têm para atrair estudantes estrangeiros. A fusão de universidades e de institutos politécnicos serve esse propósito para além do objetivo da redução da despesa por via da diminuição dos cargos de chefia. Pequenas universidades e politécnicos regionais, com escassa massa crítica e fraca presença na investigação internacional, não têm força para se imporem nas redes europeias de ensino superior.

Portugal tem, além do mais, uma riqueza patrimonial e natural ímpar, um Povo acolhedor e um custo de vida mais baixo do que os países da Europa do Centro e do Norte. Estudar em Lisboa, Porto ou Coimbra é mais acessível para os estudantes da Europa do Leste do que a opção por uma universidade alemã, britânica, francesa, italiana ou holandesa.